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Ginástica na gravidez

Ginástica na gravidez

O que (não) pode fazer

A gravidez produz alterações no corpo da mulher, alterações essas que suscitam dúvidas e geram ansiedades.

Maria Teresa Fonseca não é exceção. «Estou grávida e gostaria de saber quais as respostas físicas e fisiológicas que o exercício proporciona para a gestante e para o bebé na gravidez. O que muda no corpo e desempenho físico durante esses nove meses?», questiona esta lisboeta de 29 anos.

«De facto, existe uma alteração nos sistemas fisiológicos que controlam as respostas físicas durante o exercício na gravidez. As mudanças mais relevantes incidem no dispêndio energético e nas respostas respiratória e cardiovascular», explica Elvis Carnero, especialista em fisiologia do exercício.

«Por outro lado, importa referir que as mulheres grávidas que treinam de forma regular conseguem uma série de adaptações. As mais importantes são uma menor resposta cardíaca para a mesma quantidade de trabalho (comparada com aquelas que não treinam) e diminuição da frequência cardíaca em repouso», refere ainda.

A capacidade de oxidação de gorduras também melhora com o treino, bem como o controlo do peso corporal e das complicações associadas. «Convém ainda realçar que algumas respostas do exercício dependem do modo, duração e intensidade do mesmo. Assim, não são aconselháveis exercícios de médio e alto impacto (correr, andar a cavalo). São adequadas as atividades em que o peso do corpo é suportado, como os exercícios dentro de água que têm um benefício acrescido ao melhorarem o retorno venoso e diminuirem o risco de lesões vasculares dos membros inferiores», alerta.

Os exercícios localizados, para melhorar o controlo da parede abdominal e a técnica respiratória, são também fundamentais para o parto, «embora não deva abusar do trabalho deitada de costas a partir do segundo trimestre de gestação», realça o especialista.

«Praticar exercício duas a três vezes por semana entre 25 a 60 minutos é bem tolerado e ajuda ao bem-estar físico e até ao próprio trabalho do parto», acrescenta ainda Elvis Carnero.

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